Comportamento

11 desenhos de crianças indefesas que indicam que elas sofreram abuso sexual

Cultura&Realidade - 13 de Fevereiro de 2020

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Os desenhos são uma das brincadeiras favoritas das crianças durante boa parte da infância. Muitas delas se divertem e esquecem-se do tempo enquanto deixam a imaginação ganhar forma através do papel e do lápis. -  Foto: Ilustração

 

Qual é o sentimento que surge dentro de você quando fica sabendo que crianças indefesas passaram por situações tristes de violência sexual?
Você saberia identificar que uma criança está sofrendo violência sexual?
Imagine o quanto essas crianças estão marcadas por essa injustiça.
Existem sinais simples que podem identificar que uma criança pode estar sofrendo essa atrocidade.

Abuso sexual infantil e desenhos, o que eles tem a ver?


Os desenhos são uma das brincadeiras favoritas das crianças durante boa parte da infância. Muitas delas se divertem e esquecem-se do tempo enquanto deixam a imaginação ganhar forma através do papel e do lápis.
Coloridos ou não, os desenhos por mais simples e singelos que possam parecer ajudam no desenvolvimento da criança durante os primeiros anos de suas vidas.
Mas, além das vantagens e benefícios do ato de desenhar já conhecidas, os desenhos podem ser uma grande fonte de informações sobre a criança.


Os traços desconjuntados ou os bonecos disformes podem trazer revelações chocantes sobre experiências das crianças.
Em uma exposição comovente, psicólogos e psiquiatras revelaram a triste realidade de crianças que foram abusadas através dos relatos feitos por elas mesmas através de desenhos.


Muitas delas tinham vergonha de contar o que haviam sofrido nas mãos dos abusadores, por isso os profissionais usaram o método dos desenhos para identificar verdadeiramente os traumas sofridos pelos pequenos.

Veja 11 desenhos impactantes juntamente com sua história!


#Desenho 1


Este desenho é o retrato de um pai na visão do Fernando, um menino que foi abusado desde muito pequeno.
Na visão do menino o pai era como um demônio alcoolizado e viciado em jogos caça-níqueis.


#Desenho 2


Este é o desenho do Andreu, um menino de 8 anos que foi abusado desde os seus 4 anos pelo padrasto. No desenho ele se retrata em pânico diante do abusador.
Segundo o psicólogo um fator marcante no desenho são os botões da camisa e o zíper da calça, no autorretrato a criança destaca os dois detalhes das roupas que eram o alvo do abusador.


#Desenho 3


Elena, de 6 anos faz um relato comovente. Ela desenhou a mãe e a avó em tamanhos bem grandes.
Segundo o psicólogo, este detalhe mostra que a menina se sente protegida e segura ao lado das duas. Enquanto o pai ela desenha em tamanho bem menor abusando dela (canto esquerdo da folha).


#Desenho 4


Victor, de 7 anos mostra como era obrigado pelo pai a fazer sexo oral.


#Desenho 5


David, de 8 anos foi abusado sexualmente e destacou em seu desenho os olhos vermelhos do estuprador e seu órgão genital.
O menino ainda escreveu as palavras chulas que o agressor dizia enquanto abusava dele.


#Desenho 6


Isabel, de 8 anos foi abusada sexualmente pelo pai, ela desenhou o que ocorreu durante o momento do abuso.
Colocada sobre uma cadeira para ser abusada enquanto seu irmão mais novo assistia tudo junto à porta.


#Desenho 7


Marina, uma menina de 5 anos, era abusada pelo pai sendo obrigada a assistir a filmes pornográficos. No desenho ela retrata um trecho de um dos filmes que foi obrigada a assistir.


#Desenho 8


Ester, de 9 anos desenhou a posição que era obrigada a ficar durante os momentos de abusos feitos pelo pai.


#Desenho 9


Toni, de 6 anos desenhou o abusador como um monstro dando destaque ao seu órgão sexual.


#Desenho 10


Andrea, de 10 anos representou em seu desenho os momentos do abuso em que era obrigada a tocar o abusador e ser tocada por ele.


#Desenho 11


As vezes o abuso identificado não é sexual, mas não deixa de ser abuso e deixar marcas também, veja o caso dessa pequena.
Miriam, uma menina de 9 anos, sofreu abuso moral e psicológico. Sua mãe foi vítima de preconceito por ter engravidado aos 15 anos.
Já a menina sofria preconceito racial dos colegas de classe. No desenho a criança desenhou a si mesma em tamanho menor e envolvida por uma barreira.

  • Abuso sexual ocorre quando o agressor viola a intimidade da vítima para o seu próprio prazer, enquanto a exploração sexual visa o lucro financeiro.
  • É dever dos pais prezar pela segurança dos seus filhos, atentando a possíveis sinais de abuso sexual, como comportamento retraído, isolamento, medo de lugares e de pessoas, depressão, erotismo exacerbado, marcas pelo corpo (especialmente na região genital), enurese (emissão involuntária de urina), etc. Vale ressaltar que sinais isolados não necessariamente indicam situação de abuso sexual; é necessário analisar um conjunto de sinais e investigar com atenção e cautela.
  • Conversar com a criança é muito importante para identificar os casos. Porém, a abordagem NUNCA deve ser brusca e incisiva.
  • A educação preventiva também é essencial. É necessário deixar de enxergar o tema como tabu, e dialogar com as crianças a respeito, sempre de forma leve e criativa.
  • A sociedade também precisa abraçar a causa. Escolas, igrejas, instituições e o governo precisam trabalhar de forma preventiva e protetiva, com campanhas, eventos educativos, capacitação de agentes, e utilizando as ferramentas disponíveis para denúncia.
  • A lei considera o crime de abuso sexual como hediondo (não é passível de fiança), e prevê punição severa ao abusador. Mas é necessário haver a denúncia. 

Como denunciar casos de abuso infantil

Há algumas formas de denunciar casos de violência sexual a menores de idade:

Como nos casos de racismohomofobia e outras violações de direitos humanos, qualquer cidadão pode fazer uma denúncia anônima sobre casos abuso infantil pelo Disque 100. A denúncia será analisada e encaminhada aos órgãos de proteção, defesa e responsabilização em direitos humanos, respeitando as competências de cada órgão.

Depois de instalar o aplicativo gratuito em seu celular, o usuário rapidinho, respondendo um formulário simples, registra a denúncia, a qual será recebida pela mesma central de atendimento do Disque 100. Se quiser acompanhar a denúncia, basta ligar para o Disque 100 e fornecer dados da denúncia.

O usuário preenche o formulário disponível aqui e registra a denúncia, a qual também será recebida pela mesma central de atendimento do Disque 100. Se quiser acompanhar a denúncia, basta ligar para o Disque 100 e fornecer dados da denúncia.

 

  • ONGs

Se for possível, procure Organizações que atuam para o combate ao problema, como o ChildFund Brasil e a Childhood Brasil.

A Safernet é uma organização social que recebe denúncias de crimes que acontecem contra os direitos humanos na internet, incluindo pornografia infantil e tráfico de pessoas.

  • Conselho Tutelar

O Conselho Tutelar é responsável pelo atendimento de crianças e adolescentes ameaçados ou violados em seus direitos. Pode aplicar medidas com força de lei. A denúncia pode ser feita por telefone ou pessoalmente, na sede do conselho. Encontre o telefone do Conselho Tutelar mais próximo digitando “Conselho Tutelar + o nome do seu município” no Google.

  • CREAS / CRAS

Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) realizam o atendimento em atenção básica à população em geral, e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) oferecem o atendimento de média complexidade, que inclui o atendimento psicossocial a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. Acesse o site do Ministério da Cidanania, localize as unidades por Estado ou município.

  • Ministério Público

Responsável pela fiscalização do cumprimento da lei. Os promotores de justiça têm sido fortes aliados do movimento social de defesa dos direitos da criança e do adolescente. Todo Estado conta com um Centro de Apoio Operacional (CAO), que pode e deve ser acessado na defesa e garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes. No site da Childhood Brasil você encontra o contato do MP de todos os estados brasileiros.


Da Redação, via Reflexão em Movimento.