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Comportamento

“Aborto só não é livre para quem não tem dinheiro” por Drauzio Varella

Cultura&Realidade - 05 de Dezembro de 2018

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Antônio Drauzio Varella, é médico oncologista, cientista e escritor brasileiro.

Drauzio Varella, um dos médicos mais conhecidos do Brasil,  é bem incisivo quando o assunto é o aborto. Ele diz que: “O aborto já é livre no Brasil. É só ter dinheiro para fazer em condições até razoáveis. Todo o resto é falsidade. Todo o resto é hipocrisia.” 


Em uma entrevista dada a BBC, Varella critica qualquer aspecto religioso a respeito do aborto e afirma que a essência da discussão não está na moralidade, mas na desigualdade brasileira. “A mulher rica faz normalmente e nunca acontece nada. Já viu alguma ser presa por isso? Agora, a mulher pobre, a mulher da favela, essa engrossa estatísticas. Essa morre.”


Varella faz uma pergunta: “Se a doação de órgãos em caso de inatividade cerebral tem aceitação popular, por que a retirada de um feto igualmente sem atividade cerebral é criticada?”


Ele dá o exemplo de uma menina que sofre um acidente de moto e tem morte cerebral. “Ela pode, por lei, ter fígado, coração e rins retirados para doação, porque seu sistema nervoso central não está mais funcionando. O sistema nervoso central é o que determina a vida. Mas até o 3º trimestre de gravidez, não há nenhuma possibilidade de arranjo do sistema nervoso que se possa qualificar como atividade cerebral em qualquer nível, a não ser neurônios tentando se conectar.”


Drauzio continua: “Muitos consideram que a vida humana começa no instante da fecundação. Mas, por esse raciocínio, a então vida começa antes, porque o espermatozoide é vivo e o óvulo também.”


Drauzio Varella, um dos médicos mais conhecidos do Brasil,  é bem incisivo quando o assunto é o aborto. Ele diz que: “O aborto já é livre no Brasil. É só ter dinheiro para fazer em condições até razoáveis. Todo o resto é falsidade. Todo o resto é hipocrisia.”


Em uma entrevista dada a BBC, Varella critica qualquer aspecto religioso a respeito do aborto e afirma que a essência da discussão não está na moralidade, mas na desigualdade brasileira. “A mulher rica faz normalmente e nunca acontece nada. Já viu alguma ser presa por isso? Agora, a mulher pobre, a mulher da favela, essa engrossa estatísticas. Essa morre.”


Varella faz uma pergunta: “Se a doação de órgãos em caso de inatividade cerebral tem aceitação popular, por que a retirada de um feto igualmente sem atividade cerebral é criticada?”


Ele dá o exemplo de uma menina que sofre um acidente de moto e tem morte cerebral. “Ela pode, por lei, ter fígado, coração e rins retirados para doação, porque seu sistema nervoso central não está mais funcionando. O sistema nervoso central é o que determina a vida. Mas até o 3º trimestre de gravidez, não há nenhuma possibilidade de arranjo do sistema nervoso que se possa qualificar como atividade cerebral em qualquer nível, a não ser neurônios tentando se conectar.”


Drauzio continua: “Muitos consideram que a vida humana começa no instante da fecundação. Mas, por esse raciocínio, a então vida começa antes, porque o espermatozoide é vivo e o óvulo também.”


Da redação, com informações do site Uol