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Durante entrevista, o vice-Presidente Mourão abre o verbo, defende investigação da “rachadinha” e fala sobre “surto autoritário”

Cultura&Realidade - 10 de Julho de 2019 (atualizado 10/Jul/2019 12h16)

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Vice-presidente Hamilton Mourão e Presidente Jair Bolsonaro - Foto: ilustração

Na entrevista concedida à revista conservadora CrusoÉ, o vice-presidente da República Hamilton Mourão fala de ameaça terrorista e não se esquiva em tratar sobre o escândalo dos Bolsonaro/COAF.


Escândalo da “rachadinha” - De acordo com entrevista concedida pelo general Hamilton Mourão à revista Crusoé, o esquema de Bolsonaro-Queiroz de apropriação de salários de funcionários (a rachadinha em que servidores nomeados tem de dividir o salário, neste caso, com deputado) dos gabinetes Jair e Flávio Bolsonaro é uma "burrice ao cubo". 


“O dono da bola se chama Queiroz (Fabrício José Carlos de Queiroz). Ele é o dono da bola. É o dono da bola. Esse cara tem que vir a público e dizer. Ou ele diz: "Não, isso era um esquema meu, que eu arrumei emprego para esse povo todo aqui e eles me pagaram", ou ele diz que a culpa é do Flávio", disse à Crusoé.


Queiroz foi flagrado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com uma movimentação de R$ 1,2 milhão em sua conta, no ano de 2016. Entre as movimentações que constam do relatório está um cheque de R$ 24 mil pagos à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Apesar da movimentação milionária, ele mora numa casa pobre na zona oeste do Rio.


O relatório do Coaf também cita que a conta de Queiroz recebeu repasses de oito funcionários e ex-funcionários do gabinete de Flávio. O Ministério Público do Rio já tem procedimentos em curso, que correm sob sigilo, para investigar possíveis irregularidades cometidas por servidores da Assembléia, com base no relatório do Coaf. O MP não esclarece se as movimentações financeiras de Queiroz estão sob investigação, segundo o jornal O Globo.
"Pô, porque o cara não entregava dinheiro em espécie? Quando há ilicitude, o dinheiro é entregue em espécie. A partir do momento que você coloca conta bancária, você está passando recibo, né?", afirmou Mourão à revista.


Ameaça terrorista e surto autoritário do governo - Ele defende a investigação do caso e a punição dos envolvidos. Na entrevista, o vice-presidente eleito continuou a alimentar a versão do núcleo militar bolsonarista de que haveria "grave ameaça" contra Bolsonaro. 
Segundo o general, os militares dos serviços de inteligência indicam ameaças de atirador a carro-bomba: "Tem de tudo". Questionado se há uma perspectiva de o país se torne alvo de terrorismo internacional, Mourão diz que há indícios. O foco no assunto parece ser uma estratégia de um surto autoritário do novo governo, sob a alegação de "ameaça terrorista".


O vice-presidente eleito afirmou ainda que seu companheiro de chapa está sob "grave ameaça". Mourão diz que há registros atuais dos serviços de inteligência que mostram desde ameaças de atirador a carro-bomba: "Tem de tudo". Questionado se há uma perspectiva de o país se torne alvo de terrorismo internacional, Mourão diz que há indícios.
 “Existem indícios, a muito tempo, de que aquela região da Tríplice Fronteira é área de homizio e de, vamos colocar assim, atividades econômicas dos grupos terroristas islâmicos", afirmou.

Veja a entrevista: https://crusoe.com.br/diario/exclusivo-mourao-releva-novas-ameacas-a-bolsonaro-e-fala-em-atiradores-carros-bomba-e-grupos-terroristas/

Da Redação, com síntese do portal Plantão Brasil