Educação

Estudantes da Uneb embarcam para participar de julgamento simulado em Washington nos EUA

Cultura&Realidade - 14 de Maio de 2019

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Andrea Souza, Eucileine dos Santos, Érica Landim, Bruna de Oliveira e Bianca Silva Foto: Reprodução Facebook

Essa é a primeira vez que uma universidade estadual do Brasil vai ter a oportunidade de participar do evento e umas das estudantes é de Xique-Xique.

Andrea Souza, Eucileine dos Santos, Érica Landim, Bruna de Oliveira e Bianca Silva investiram seu último ano na preparação para a Competição de Julgamento do Simulado Interamericano de Direitos Humanos. As cinco são estudantes do curso de Direito da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Valença. O evento, que acontece entre os dias 19 e 24 de maio em Washington, capital dos Estados Unidos (EUA), é uma forma de treinar acadêmicos para encarar uma Corte e aproveitar para discutir direitos humanos.

Pra conseguir participar do evento, as estudantes tiveram que organizar bazar de livros e roupas, eventos na própria Uneb, além de vaquinha virtual e uma intensa campanha de divulgação nas redes sociais. A diretora da Uneb Campus XV (Valença), Rosa Amélia Garcia, conta que as meninas tiveram que apelar para essa forma de arrecadação porque, infelizmente, a universidade não pôde dar a ajuda de custo necessária para que elas pudessem viajar. Os gastos se dividem entre passagens (R$ 15 mil), hospedagem (R$ 4 mil), inscrição da equipe (R$ 4 mil), alimentação (R$ 2 mil) e o deslocamento após a chegada aos EUA (R$ 2 mil). Hoje, a única pendência que resta são as cinco passagens.

Responsável pelo projeto, o professor auxiliar Diogo Guanabara, Mestre em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, é quem tem feito a preparação das meninas para o simulado e também aproveitou para explicar como será a participação da equipe no simulado: As estudantes Érica Landim e Bruna Oliveira ficarão responsáveis pela sustentação oral perante a "Corte" americana. O grupo vai representar as vítimas, imigrantes que têm problemas para permanecer nos países em que vivem atualmente.

Das cinco estudantes, quatro (Érica, Andrea, Bruna e Eucileine) são negras e entraram na universidade por meio de cotas. Eucileine afirma que essa é uma grande conquista. "Dentro de um contexto em que vemos pouco acesso da comunidade negra à universidade, podemos representar as mulheres negras no cenário internacional", disse.

"É importante discutir direitos humanos porque temos que demonstrar às pessoas que estamos falando dos direitos mais básicos. E não só os 'direitos dos manos', como muitos desonestos espalham por aí. Em tempos de barbárie, só nos resta nadar contra a corrente. E é isso que estamos fazendo agora", concluiu Érica Landim.

Da redação, com informações da página Compartilhe Caatinga