file-2017-02-08175959.335653-Banner-CR-topo-notcia_22b9a9f62-ee39-11e6-aece-047d7b108db3.jpg

Bahia

Incra reconhece terras de comunidade quilombola no município de Seabra

10 de Agosto de 2017 (atualizado 10/Ago/2017 17h38)

Quilombo de Morro Redondo, em Seabra

A área reconhecida do quilombo em Seabra tem aproximadamente 5 mil hectares. (Ilustração/Maria Augusta da Luz)

Redação Cultura&Realidade

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reconheceu nesta quinta (10) seis terras de comunidades quilombolas em quatro estados: Bahia, Pará, Paraíba e Sergipe. As portarias foram publicadas no Diário Oficial da União. Na Bahia, foi reconhecida a Comunidade Remanescente de Quilombo de Morro Redondo, com uma área de 5 mil hectares, no município de Seabra, na Chapada Diamantina. A região que engloba o Território de Morro Redondo foi foco da exploração mineral de ouro e de pedras preciosas. De acordo com o Relatório Antropológico, no Século XVIII, escravos africanos da etnia Bantos e Jêjes foram levados para o local para trabalharem no garimpo de diamantes.

O quilombo de Morro Redondo foi fundado pelo escravo chamado de Timóteo Cardoso que, por volta de 1880, chegou à região junto com Catarina e outros parentes. “Timutinho”, como era conhecido e Catarina tiveram seis filhos. Os primeiros descendentes do território casaram-se entre si. O nome “Morro Redondo” é uma referência a uma serra que existe no quilombo. Atualmente, as famílias plantam variações de milho, mandioca, mamona, café e feijão para sobreviveram.

Com informações da Agência Brasil