Bahia

Jornada Agroecológica reúne representantes do poder público e sociedade civil em Utinga

Cultura&Realidade - 22 de Outubro de 2019

file-2019-10-22105222.600281-utinga2c102b1c-f4d3-11e9-8d70-f23c917a2cda.jpg

Terra, Território, Águas e Ancestralidade – tecendo o Bem Viver - Foto: Ilustração

Uma equipe da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) se uniu, na última quinta-feira (17), a centenas de quilombolas, indígenas, assentadas(os), camponesas(es), militantes, mestres(as) de tradição oral, jovens, educadores, estudantes e crianças, durante a realização da VI Jornada de Agroecologia da Bahia, que durou até o domingo (20), no Território Indígena Payaya, no município de Utinga, na Chapada Diamantina.

Com o tema Terra, Território, Águas e Ancestralidade – tecendo o Bem Viver, o evento é o encontro anual da Teia de Agroecologia dos Povos e se constitui como um espaço de diálogo, formação, articulação política e troca de experiências entre seus diversos elos.  

Para o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Josias Gomes, essa é uma atividade que reúne uma diversidade muito positiva do nosso estado, pessoas que pensam esse tema: "Eles elaboram e vivem de forma muito intensa esse tema, o que promove condições para que se continue tendo claro que, sem a busca desse tipo de identidade, nós não chegaríamos muito longe. Por isso, eu considero que é uma atividade extremamente positiva, que reúne milhares de pessoas de todo estado e visitantes de algumas outras localidades, de tribos indígenas, quilombolas e de outros estados da federação. Portanto, uma atividade sem dúvida muito positiva para a continuação da nossa luta pelo regaste da cidadania dos povos tradicionais".

O cacique Juvenal Payaya, anfitrião do evento e membro da Teia de Agroecologia dos Povos, a jornada se constitui como um espaço em que é possível despertar o mundo para as necessidades de preservação da Mãe Terra, da grande natureza: "Se nós não preservamos os rios, as matas, as nascentes, os pássaros e principalmente as abelhas, teremos uma Terra desértica. E de certa forma a alimentação já está faltando. Mais de um bilhão de pessoas morrem, por ano, de fome no mundo. O que nós queremos mais fundamentalmente da agroecologia é discutir a vida futura, é preservar a natureza. Esse é o objetivo deste encontro".

De acordo Wilson Dias, presidente da  Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR), a realização dessa edição da Jornada foi um diferencial, pois ampliou a difusão dos aspectos de produção agroecológicas:  “Oportuno a mudança do local da Jornada, que fez cinco edições na  Mata Atlântica  e faz a primeira edição na Chapada Diamantina, para espalhar mais esse conceito da agroecologia e sua aplicação em diferentes biomas”.

Teia dos Povos
A Teia Agroecológica dos Povos foi criada a partir da I Jornada de Agroecologia da Bahia, realizada em 2012, no Assentamento Terra Vista. Em formato de rede, ela tem o papel de traçar a agenda de ações anuais que auxiliam no desenvolvimento, empoderamento e emancipação das comunidades e elos que as integram.  É também um Movimento Agroecológico inserido nos movimentos e comunidades, promotor de mudanças para uma nova sociedade, a partir da emancipação, autonomia e dignidade do ser humano, da Mãe Terra e das suas sementes.

Fonte: Ascom/BA