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Politica

Milhares participam da Marcha das Mulheres em Irecê, contra o retrocesso democrático no Brasil

João Gonçalves - 30 de Setembro de 2018

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As pessoas se concetraram na Praça do Banco do Brasil e seguiram em caminhada pelas principais ruas da cidade - Foto: Rosângela Bastos

Este sábado, 29, foi marcado pela “Marcha das Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” em todo o Brasil. Milhões de mulheres, acompanhadas ou não de familiares, ocuparam as ruas para darem um “não” ao candidato a presidente do Brasil, que se apresenta com propostas misóginas, machistas e homofóbicas, bem como a defesa de regime totalitário, com o retorno de governo ditatorial e fim das instituições democráticas.

Em Irecê, uma multidão com representações de diversos movimentos sociais de toos os municípios do mesmo Território de Identidade, ocupou as principais ruas da cidade, em grande carreata e passeata pelas principais ruas da cidade, como movimento resultante de mobilização através de postagens em redes sociais.

Algumas mulheres postaram nas suas redes a proposta da Marcha e logo muitas mulheres aderiram à ideia. E estas mulheres que puxaram a discussão, automaticamente se uniram em uma comissão organizadora, que definiu os pontos principais da Marcha, bem como o plano de ação para se concretizasse.

Para uma das ativistas, a advogada Tais Elis, “foi uma mobilização em defesa da democracia e combate a qualquer tipo de discriminação social, prezando sempre pela equidade e respeito à diversidade”, disse.

De acordo com sua avaliação, “a Marcha das Mulheres Unidas Contra Bolsonaro conseguiu florir as ruas de Irecê, reunindo mulheres e homens das mais diversas cidades do Território de Irecê, com diferentes posicionamentos políticos, mas com um objetivo em comum: dizer “EleNão” e “DizerSim” à democracia”, ponderou.

Ela ressaltou ainda que o evento permitiu a prova de que “é possível mobilizar e conscientizar as pessoas para o exercício da cidadania, e que as redes sociais são grandes ferramentas para mobilização e conscientização popular”.

O levantes das mulheres contra Bolsonaro está sendo configurado como o mais importante e participativo do povo Brasileiro em tempos atuais, em defesa da democracia e da igualdade de gênero.

Para outra articuladora do movimento, Marilza “Índia” Pereira, “a marcha surpreendeu em razão de que era uma dúvida quanto à participação das pessoas. A comissão pequena, mobilização em pouco espaço de tempo. Outra dúvida da participação das pessoas era motivada pelos jovens que vem manifestando apoio ao regime conservador. Mas depois deste evento vimos que se trata de um recorte que não é predominante”, salientou a ativista.