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Economia

Técnico da CNA tirou dúvidas sobre renegociação das dívidas agrícolas, durante seminário em Irecê

João Gonçalves - 26 de Agosto de 2017

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Agricultores, Nelson Fraga e Zé Carlos da Cebola - Foto: Tamires de Castro

Cerca de 300 produtores estiveram na manhã desta sexta-feira, 25, no auditório do Hotel Copa 70 para a aula do superintendente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e assessor técnico do Senado Federal, Dr. Nelson Fraga, principal sistematizador do processo de elaboração da última lei de renegociação dos débitos agrícolas, que garantem rebate de até 95% dos valores.

 

Durante quase três horas Nelson detalhou a nova legislação, tirou dúvidas e orientou as melhores formas para que os agricultores possam se beneficiar da lei na hora de renegociar com os agentes bancários.  Após a palestra, Nelson Fraga ouviu diversos produtores, que foram fazer-lhe consultas individuais, tirando dúvidas e encaminhando resoluções dos seus débitos de modo mais satisfatório.

Um irrigante de João Dourado que captou empréstimos pelo FNE – Fundo de Desenvolvimento do Nordeste, pagou a primeira parcela em 2016, mas que por conta da prolongada estiagem, teve baixa dos poços e prejuízos com a lavoura, impedindo-lhe de pagar a parcela de 2017. Ele queria saber se poderia ser beneficiário da nova lei. “Sim claro, disse Nelson”. Outro produtor, da cultura de sequeiros, apresentou um débito de R$ 109 mil, que vinha de outras renegociações e queria saber se poderia ser contemplado. O conferencista da CNA afirmou que sim, e que poderia pagar com menos de R$ 10 mil.

OUTORGRA D’ÁGUA  – Antes da palestra de Dr. Nelson Fraga ocorreu um painel com participação do vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, que representou o presidente João Martins e o presidente licenciado do sindicato patronal em Irecê, João Gonçalves. Os dois dirigentes ressaltaram a recriação do movimento sindical dos produtores rurais e os problemas de regularização ambiental das propriedades rurais, especialmente quanto a outorga d’água.

Já o presidente do sindicato de Irecê ressaltou sobre os compromissos com o Ministério Público Estadual – Promotoria Especializada em Meio Ambiente, coordenado pela Promotora Luciana Khouri, que enviou uma mensagem lida durante os debates.

O vice-presidente da Faeb chamou a atenção para a necessidade de promover a recriação do movimento sindical, tornando mais ativo e prestador de serviços. “Estamos vivendo momento de escassez de recursos, muitas dificuldades em todos os cenários e precisamos ajustar nossas práticas. Quando estamos juntos, a gente se fortalece, diminui custos, aumenta eficiência e resultados”, destacou Humberto, ratificando a disposição da Federação na defesa dos interesses dos agricultores na busca de melhorias no desenvolvimento da agricultura e pecuária da Bahia.

João Gonçalves chamou a atenção dos irrigantes para a adoção dos procedimentos junto ao órgão ambiental do Estado, afirmando que a comprovação dos atos poderá contribuir para evitar prejuízos em eventual fiscalização da promotoria e do próprio Inema, e servirá para subsidiar a promotoria em intervenção para que o Estado se aparelhe melhor das condições para atender em tempo adequado os setores produtivos, na regularização do uso dos recursos hídricos.

O seminário foi realizado pelo Sindicato dos Produtores Rurais da Região de Irecê (SINPRI) com apoio da prefeitura local, Copirecê, Aprir e o Sistema Faeb/CNA/Senar.