Bahia

Mulher presa em regime fechado passa na Ufba e recorre à justiça para estudar

Cultura&Realidade - 06 de Abril de 2019 (atualizado 06/Abr/2019 09h37)

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Foto: Reprodução/TV Bahia

Uma mulher de 34 anos, que cumpre pena em regime fechado, por sequestro, em Salvador, foi uma das aprovadas para o curso de biblioteconomia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que usa as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

No entanto, Priscila Regina da Costa da Silva ainda não ingressou no ensino superior, porque não conseguiu liberação da Justiça para frequentar as aulas, que começaram no final de março deste ano.

A mulher cumpre pena no Conjunto Penal Feminino de Salvador, localizado no bairro de Mata Escura. Ela foi condenada há 30 anos de prisão.

Foi dentro do presídio que, segundo Priscila Regina, o desejo de estudar surgiu, com o convívio na biblioteca da instituição. Nos livros ela busca o que perdeu quando foi presa.

"A primeira coisa que você perde é a capacidade de se sentir capaz de alguma coisa, capaz de se sentir digno", contou Priscila, durante uma entrevista ao programa Bom Dia Sábado, da TV Bahia.

A busca pela liberação da Justiça é acompanhada pela Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), que atua no caso de Priscila.

A ação da detenta foi iniciada pelo hoje subdefensor público geral, Pedro Bahia, tendo seu recurso sido interposto pelo defensor público Claudio Piansky, e, atualmente, está sendo acompanhada pela defensora pública Andréa Tourinho.

De acordo com o DPE, o processo está concluso para apreciação do agravo da decisão no qual foi negado o pedido, com fundamento de que o curso externo é incompatível com o regime fechado. A defensora aguardando agora a decisão da juíza, para julgar o agravo.

Segundo a Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), decisões nesse sentido já foram deferidas no Rio Grande do Sul e em Rondônia.

Priscila também espera pela vitória no caso. "Não vai ser tão fácil, vai ser muito difícil eu conseguir, mas nada é impossível", conta.

Da redação, com informações do G1

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