file-2017-02-08175959.335653-Banner-CR-topo-notcia_22b9a9f62-ee39-11e6-aece-047d7b108db3.jpg

Irecê e Região

Pé de guerra em Ibititá por causa do veto do prefeito Cafu a salário extra para agentes políticos

Cultura&Realidade - 25 de Abril de 2018

file-2018-04-25134511.091651-camara_ibitita05080a36-48a8-11e8-800d-f23c917a2cda.jpg

Câmara de Vereadores de Ibititá e plenária da sessão que votou o veto, dia 20 - Foto: Divulgaçao

O prefeito de Ibititá, Cafu Barreto, vetou totalmente projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal, que concedia pagamento do décimo terceiro salário e o gozo de férias aos ocupantes de cargos de vereador, vice-prefeito e prefeito e Secretários Municipais. O prefeito aponta a grave "crise social, política e econômica que abala o Estado Brasileiro" para justificar a decisão.

No texto do veto Cafu Barreto faz uma distinção entre "licitude e honestidade" para sustentar que esse não é o momento de onerar o município para atender interesses pessoais. "Nós já ganhamos muito bem se comparado ao cidadão comum e ao pai de família assalariado. O país passa por uma situação muito delicada e as cidades de pequeno porte são as que mais sofrem. Ao invés de aumentar benefícios dos agentes públicos, esse dinheiro deve ser investido para melhorar a qualidade de vida da população”, defende Cafu Barreto.

Ao votar o veto, a Câmara de Vereadores manteve a decisão do prefeito, conforme posicionamento da maioria dos vereadores. Mas não foi fácil enfrentar as diversas articulações internas. O vereador Paulo Dourado, que era favorável ao aumento, pressionou a Mesa Diretora, para que se colocasse a matéria em votação, na esperança de derrubar o veto.

Durante a votação que ocorreu na sessão ordinária da última sexta-feira, 20, a iniciativa do vereador Paulo Dourado foi derrotada. Os vereadores Celso Marques, Juninho, Ismael, Iraneto, Mainá, Odair, Matheus, Léo e Pacheco acolheram o veto do prefeito. A vereadora Cristian Dourado e Paulo Dourado, ao perceberem a flagrante derrota, abandonaram a sessão durante a votação.

O resultado deixou os dois vereadores oposicionistas bastante irritados. Áudio do vereador Paulo Dourado deixa evidente o seu desejo em derrubar o veto, visando mais subsídios financeiros para os agentes políticos.  “Só eu botei pressão no presidente, só lutei pelo aumento e depois eu vejo uma palhaçada desta, por parte de um vereador, que ainda quer tirar onda da cara da gente. E dizer para vocês neste momento, que vou desfazer o grupo”, disse, sem evidenciar no áudio a que grupo se referia, se era de comunicação por meio de redes sociais, ou o grupo político.

Câmara emitiu “Nota de Repúdio”

E nota assinada pelos vereadores Celson Marques – presidente da Câmara Municipal, Humberto Neiva Dourado – Juninho, Ismael Barreto, Iraneto Quirino – Rano, Mainá Matos, Odair José Dourado, Leandro Martins Viana - Léo do Sindicato e Domingos de Souza Pacheco. Diz a nota:

“Na última segunda-feira, 23, a Mesa Diretora da Câmara emitiu nota de repúdio contra os vereadores Paulo César Dourado Bastos e Edla Cristian Viana Dourado Bastos por declarações “improcedentes, levianas e desonrosas” proferidas nas redes sociais e durante a última sessão ordinária realizada pela Casa, na sexta-feira, 20, quando o plenário votou a favor de veto da discórdia.

Indignados com o resultado, Paulo Dourado e Edla Cristian atentaram contra a imagem da Câmara e contra a honra dos demais “colegas”. No documento, assinado por oito dos 11 vereadores de Ibititá, a Câmara Municipal é descrita como "caixa de ressonância da cidadania", que exerce uma função honrosa e que "NÃO PODE SER MACULADA PELA AMBIÇÃO DO DINHEIRO": “o Parlamento é, por excelência, a Casa do Povo, um local onde se deveria praticar a democracia e primar pela transparência, e isso inclui o RESPEITO principalmente aos trabalhos dos vereadores. Desrespeito e descontrole emocional não são compatíveis com essa relevante função”.