Bahia

Pesquisadores da Uneb precisam de doações para representar o Brasil em mundial na Austrália

Cultura&Realidade - 30 de Maio de 2019

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Grupo espera arrecadar R$ 90 mil até 2 de julho. Robocup 2019 acontece em Sidnei, entre os dias 2 a 8 de julho de 2019. Foto: Divulgação

Uma equipe de pesquisadores de robótica, formada por estudantes da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), em Salvador, criou uma vaquinha online para conseguir representar o Brasil em um concurso mundial na Austrália, o Robocup 2019.

Conhecida como Bahia Robotics Team (Bahiart), o grupo brasileiro é referência em robôs e inteligência artificial no país. Na última década, a equipe participou de várias competições - nacionais e internacionais - garantindo grandes premiações.

A competição mais recente é o mundial em Sidnei, entre os dias 2 a 8 de julho de 2019. No evento, que reúne cerca de 3 a 5 mil participantes de mais de 50 países, os pesquisadores são desafiados a colocar robôs inteligentes para competir em diversos desafios práticos, que envolvem desde os relacionados a engenharia elétrica até a inteligência artificial.

O aval da equipe brasileira para participar do evento ocorreu em fevereiro deste ano, depois de uma serie de avaliações feitas pela organização. Apesar disso, a equipe não tem a verba suficiente para consegui pagar os custos da viagem.

Para driblar as dificuldades, o grupo criou uma vaquinha virtual, intitulada 'Ajude os Campeões Brasileiros a ir para a RoboCup 2019',

Nesta segunda-feira (27), a iniciativa, disponível desde o começo do mês, já havia resgatado cerca de R$ 690. Quem quiser ajudar, tem até 2 de julho para doar a quantia. A meta é arrecadar R$ 90 mil.

Conforme a estudante de Sistemas de Informações, uma das participantes da equipe, participar da competição será a realização do sonho, além da troca de conhecimentos.

"Como aluna periférica, [participar da competição] é a realização de um sonho. Eu tinha feito um curso antes, fiquei sabendo desse evento e fiquei maravilhada. Mas achei que era distante da minha realidade. Vendo que posso conseguir é uma realização. Participar desse evento é importante porque conseguimos aprimoramento, além do que é dado na sala de aula. Sem falar que vamos conhecer outros pesquisadores. pesquisadores renomados", revelou a estudante de 23 anos.

Da redação, com informações do G1