file-2017-02-08175959.335653-Banner-CR-topo-notcia_22b9a9f62-ee39-11e6-aece-047d7b108db3.jpg

Politica

Presidente da UPB diz que 60% das Prefeituras não honrarão com o 13º Salário

Cultura&Realidade - 28 de Dezembro de 2017

file-2017-12-28134738.162160-eurescff2b730-ebee-11e7-97a4-f23c917a2cda.jpg

O presidente da União dos Municípios da Bahia, Eures Ribeiro | Foto: Divulgação/Ascom UPB

Pelas contas do presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro (PSD), cerca de 60% das prefeituras baianas vão ficar sem pagar o 13° salário para os servidores municipais. O fato só pode ser revertido, considera Eures, caso o presidente Michel Temer cumpra a palavra e libere R$ 2 bilhões para os municípios brasileiros. "Nós estamos esperando a ajuda de Temer. Se ela sair até o dia 31 vai ajudar", disse o também prefeito de Bom Jesus da Lapa, no oeste baiano, ao Bahia Notícias.

O fato em que Eures se refere ocorreu no final de novembro deste ano. Em reunião com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Temer prometeu conceder a verba, esperando apoio para a reforma da previdência, questão que será votada na Câmara em 19 de fevereiro (ver aqui).

Para a Bahia, são esperados cerca de R$ 200 milhões que serão repartidos pelos municípios, de acordo com o número de habitantes de cada um. "Esse aporte não é muita coisa, mas ameniza o sofrimento dos municípios. Vai ajudar a pagar muitas contas", avaliou.

Olhando para 2018, o presidente da UPB se mostra desconfiado, mas acredita que pode ser um ano chave para o país. "Eu sou muito sincero. Eu só acredito que o Brasil vá adiante com um governo forte. Isso deve ser feito nas urnas. Quem dá legitimidade é o povo. É um ano muito importante porque a população tem que pensar bem antes de votar. O destino do Brasil está nesta eleição", avaliou.

Ao BN, o presidente da UPB mostrou insatisfação quando a posição de prefeitos e vereadores de receberem 13° neste ano após liberação da Justiça. "Olha, eu fico muito triste. A gente não pode ter dois discursos. Você não pode dizer que está em crise e receber 13°. Eu sou contra tanto à posição do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) como do Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo sendo legal, eu acho imoral pela época que nós estamos vivendo. O país ainda está em crise. Reconheço que a Justiça entendeu isso, mas o tempo não nos requer essa posição. Em outro momento, a gente pode conceder esse direito", declarou ao afirmar que, em Bom Jesus da Lapa, a Câmara de Vereadores aprovou a concessão do 13° para prefeito, vereadores e secretários, mas ele vetou a medida.

Transcrito de BAHIA NOTÍCIAS