Cultura, Esporte e Lazer

Projeto Pôr do Som faz homenagem a Zé Bigode amanhã, 23, em Lapão

Cultura&Realidade - 22 de Novembro de 2019

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A homenagem contará com apresentação de Claudinho do Arcodeon e artistas locais. - Foto: Redes Sociais

Neste sábado, 23, às 18h30, acontecerá na Praça da Fonte em Lapão, mais uma edição do Projeto Pôr do Som, na qual será feita uma homenagem à Zé Bigode, músico que se manteve no campo do tradicional e clássico forró pé de serra e veio a falecer em outubro, vítima de uma crise respiratória. 

A homenagem contará com apresentação de Claudinho do Arcodeon e artistas locais. 

“O projeto tem como sua principal característica apoiar os artistas locais. Não seria diferente com Zé. Infelizmente não pudemos tê-lo no projeto cantando. Mas em respeito à sua arte, e a forma como ele viveu a música, fica nossa humilde homenagem a este grande artista regional.” Declarou a comissão organizadora do projeto.

O projeto informou ao Cultura&Realidade que  está construindo um mini documentário  sobre Zé Bigode, com entrevistas e depoimentos. A primeira parte será lançada amanhã no evento. 

 

O PROJETO PÔR DO SOM

Por quê “Pôr do Som”?

“É um trocadilho, pelo fato do evento ocorrer durante o pôr do sol e consequentemente ser um evento musical. Temos como objetivo resgatar os estilos musicais que mainstream engoliu, tais como: MPB, Rock, Pop, Forró pé de serra, etc”.

Como surgiu a ideia de ir à praça levar música para comunidade?

“Nossa Lapão tem muitas praças, algumas estavam com um clima hostil, à mercê de usuários de drogas; então, a ideia de ocupar as praças foi inevitável. A cidade, que era tão rica aos finais de semana, acabou definhando culturalmente, então decidimos levar esse projeto à frente!”

Quando iniciou e em que edição está?

“Iniciou em maio de 2019. Já foram realizadas 12 edições, salvo as edições especiais (arraiá, dia das crianças, halloween que já aconteceram e o réveillon deste ano que será um luau).
Fora da cidade, estamos na quarta edição, já passamos por Irecê, Morro do Chapéu, João Dourado e São Gabriel.”

Como vocês analisam o impacto social que o projeto causa?

“Pelo feedback do público que acompanha, tanto no corpo a corpo, como em nossas redes sociais.
Acreditamos sempre na força do indivíduo. Cada cidadão, enquanto participante, será responsável pela arte produzida amanhã.
Existe a responsabilidade de cada um, em não fazer morrer a arte que se adéqua ao seu gosto. Este é um exemplo de como funcionaria uma sociedade que tem como princípio a liberdade e a responsabilidade”. 

Como é o processo para realizar em outras cidades?

“Geralmente os interessados nos procuram, a partir daí, conversamos. Já que somos um projeto sem fins lucrativos, precisamos de ajuda para nos deslocarmos com o material, artistas e demais preparativos que concernem à realização do evento. Parcerias público-privada.”


Quem está por trás do por do som?

“Cidadãos que não esperam que alguém faça por eles, fazemos!
Nossa equipe é composta da seguinte forma:

Fotógrafos e Vídeo Makers:
Paulo Carvalho
Allisson Ferreira
Beatriz Endi
Elen Santos

Contato com Artistas:
Bruno Allvez - 074 999969898 (WhatsApp)
Giordan Oliveira
Elis Santos

Colaboradores:
Asley
Barriguda

Da Redação, Cultura&Realidade