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Bahia

Trabalhadores dos Correios entram em greve na Bahia após retirada de vigilantes em agências

Rodrigo de Castro Dias - 22 de Agosto de 2017

Agência dos Correios em SSA

Agência central dos Correios na Pituba, em Salvador (Divulgação/Sincotelba)

Do G1

Os trabalhadores dos Correios na Bahia entraram em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (21), após a retirada de vigilantes de agências, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos no Estado da Bahia (Sincotelba).

Conforme o sindicato, 84 agências em todo o estado estão sem 132 profissionais de segurança. Por conta da paralisação, conforme o Sincotelba, não funcionam, nesta segunda-feira, as agências do Rio Vermelho e Calçada, em Salvador, além de Lauro de Freitas, Ubatã e Irecê.

Apesar da informação do sindicato, em nota, os Correios afirmaram que 98% dos trabalhadores atuaram normalmente nesta segunda-feira.

Os Correios não detalharam quantos profissionais de segurança foram retirados nem quantas unidades estão sem os profissionais de vigilância. O comunicado diz que "o momento empresarial dos Correios demanda o saneamento das despesas. Assim, todos os serviços contratados estão sob revisão, para garantir a utilização racional dos recursos, visando o equilíbrio econômico-financeiro da empresa".

"A racionalização de recursos também é aplicada aos postos de vigilância, que serão mantidos nas unidades priorizadas por método de avaliação de vulnerabilidade, com atenção especial para as agências. Apesar da contenção de gastos, os Correios ratificam o seu objetivo junto à população: otimizar os serviços prestados à sociedade, zelando pela sustentabilidade dos negócios da empresa e tendo como prioridade a universalização postal", completa a nota da empresa.

A vice-presidente do Sincotelba, Shirlene Pereira, diz que, na capital baiana, cerca de 15 agências estão sem vigilantes, o que oferece riscos à segurança dos funcionáriso. "São cerca de 70 unidades no interior do estado, que atuam como banco postal e estão sem vigilante, então não tem como ficar", afirmou a vice-presidente do Sincotelba, Shirlene Pereira. O trabalho nos centros de distribuição dos Correios deve ser mantido, conforme a entidade.