Educação

Verba para livros didáticos da educação básica sofre cortes do Governo Federal

Cultura&Realidade - 08 de Agosto de 2019

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Em maio o governo dizia que estava cortando das universidades para investir nas escolas – Foto: Ilustração

O MEC anunciou, nesta quarta-feira, 7, o bloqueio de mais de 348 milhões no orçamento da educação básica, desmentindo a si mesmo de que o corte nas universidades federais era parte de aumentar os investimentos no ensino básico.
O bloqueio desta verba na pasta da educação é de R$ 348.471.498. Essa verba é relativa à produção, aquisição e distribuição de livros e materiais didáticos e pedagógicos para educação básica. Ou seja, trata-se de um corte que afetará as condições materiais nas escolas, cortando diretamente dos livros para as crianças.
Junto ao corte no material didático, o PRONATEC também sofreu um corte de R$ 94,4 milhões, o que atinge diretamente as bolsas de permanência dos estudantes. Além disso, o sistema de avaliações no ensino básico também teve cortado do seu orçamento cerca de R$ 35 milhões.
Segundo dados do MEC no censo de 2017 o Brasil possui hoje, do total de 184,1 mil escolas de educação básica, cerca de 80% dessas são escolas públicas e que atendem os filhos da classe trabalhadora, que são justamente aqueles que mais necessitam da garantia do Estado na distribuição de material didática nas escolas.
Contudo, hoje a produção desses materiais está sobretudo nas mãos dos tubarões do ensino, tendo a Kroton e Somos Educação como principais expoentes. É urgente não só organizar a luta contra mais esse corte à educação, mas também contra essas empresas que monopolizam a produção dos livros didáticos e ditam sua linha reacionária e produtivista como conteúdo educacional.
Também chama atenção esse corte meses após Weintraub ter dito que a Educação Básica seria prioridade do Governo Bolsonaro, como forma de justificar os cortes nas verbas discricionárias nas universidades federais. Em maio o governo dizia que estava cortando das universidades para investir nas escolas, agora com esse novo corte na educação básica fica evidente o seu projeto de precarização geral e todos os níveis do ensino público no Brasil.
 
Da redação, com informações de Esquerda e Diário.