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Politica

Vices da Caixa que não foram afastados passarão por avaliação, afirma Meirelles

Cultura&Realidade - 17 de Janeiro de 2018 (atualizado 17/Jan/2018 17h34)

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Agencia da Caixa - FOTO: Ilustração/Google

Na terça, Temer determinou afastamento de 4 dos 12 vice-presidentes do banco após recomendação do Banco Central e do MPF. Executivos são suspeitos de irregularidades.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira (17) que os vice-presidentes da Caixa Econômica Federal que não foram afastados por determinação do presidente Michel Temer passarão por uma avaliação técnica para permanecer no cargo.

Na terça-feira (16), Temer determinou o afastamento de quatro dos 12 vice-presidentes da Caixa. Eles são alvos de investigação por suspeita de corrupção.

ENTENDA O QUE MOTIVOU AFASTAMENTO DE VICE-PRESIDENTES DA CAIXA

Em dezembro, o Ministério Público Federal já havia recomendado ao presidente o afastamento dos quatro diretores, o que não foi acatado. Nesta terça, o MPF enviou ofício informando que Temer poderia ser responsabilizado por atos ilícitos que viessem a ser cometido por eles. No mesmo dia, o Banco Central encaminhou recomendação de afastamento dos quatro executivos à secretária do Tesouro e presidente do Conselho de Administração da Caixa, Ana Paula Vescovi.

Foi só após a divulgação do ofício do MPF e da recomendação do Banco Central que o Palácio do Planalto informou que Temer havia determinado o afastamento dos 4 executivos.

"A partir de agora, todos vice-presidentes serão avaliados tecnicamente nos termos definidos pelo estatuto", declarou Meirelles a jornalistas no prédio sede do Ministério da Fazenda, em Brasília.

 (Foto: )

Embora nas notas que divulgou inicialmente o Planalto tenha informado que os vice-presidentes estavam afastados por 15 dias, o texto do decreto do presidente Michel Temer, divulgado à noite pela Secretaria de Comunicação, não estipula um período para o afastamento.

Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a discussão sobre a manutenção, ou não, dos demais vice-presidentes da Caixa Econômica Federal ficará para um "segundo momento".

"A questão número um do conselho [de administração da Caixa] é em relação aos quatro vice-presidentes que estão sujeitos a esse julgamento. Em um segundo lugar, a avaliação dos demais vice-presidentes. A estrutura [da Caixa] é sempre objeto de discussão para tornar a empresa cada diz mais eficiente", declarou.

Meirelles foi questionado se a aplicação na Caixa da Lei das Estatais, que impede indicações políticas para cargos de direção em empresas controladas pela União, não pode dificultar a aprovação de projetos do governo no Congresso Nacional, por retirar indicações políticas dos seus quadros. O ministro respondeu que o governo está apenas "seguindo a lei".

FONTE: G1