Distrito de Alter do Chão, no Pará, chama atenção mundial por praias de rio e pelo fenômeno natural em que dois grandes rios correm lado a lado sem se misturar.
Da Redação | Cultura&Realidade
No oeste do Pará, a cidade de Santarém abriga um dos fenômenos naturais mais impressionantes da Amazônia: o encontro das águas dos rios Rio Amazonas e Rio Tapajós, que correm lado a lado por quilômetros sem se misturar. O contraste entre as águas barrentas do Amazonas e o tom azul-esverdeado e cristalino do Tapajós cria um espetáculo visual que atrai visitantes de diversas partes do mundo.
A cerca de 30 a 35 quilômetros do centro da cidade está a vila de Alter do Chão, considerada um dos destinos de água doce mais bonitos do planeta. Durante a época de vazante dos rios, extensas faixas de areia branca emergem formando praias fluviais de águas mornas e transparentes, cenário que rendeu ao local o apelido de “Caribe Amazônico”.
O reconhecimento internacional veio quando o jornal britânico The Guardian classificou as praias de Alter do Chão entre as mais belas de água doce do mundo. A região combina floresta amazônica, rios cristalinos e bancos de areia que lembram paisagens litorâneas, embora estejam no coração da Amazônia.
O fenômeno do encontro das águas ocorre devido às diferenças de temperatura, densidade e velocidade das correntes dos dois rios. Enquanto o Amazonas possui águas mais densas, barrentas e velozes, o Tapajós apresenta águas claras, mais quentes e fluxo mais lento, o que impede a mistura imediata entre eles.
Além das belezas naturais, a região também se destaca pela cultura ribeirinha e pela culinária típica, baseada em peixes de rio como tucunaré e pirarucu, acompanhados de farinha d’água e açaí. A economia local combina turismo, pesca tradicional e atividades ligadas ao porto e ao comércio regional.
Entre cheia e vazante dos rios, a paisagem amazônica se transforma ao longo do ano. Mesmo com essas mudanças naturais, Santarém e Alter do Chão continuam sendo um dos cenários mais emblemáticos da Amazônia brasileira, onde rios gigantes criam um verdadeiro “mar de água doce” em meio à floresta tropical.
Com informações de Super Rádio Tupi





