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A pandemia não acabou só porque você está de saco cheio

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21 de novembro de 2020
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Home ARTIGOS
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Por André Ferreira Bezerra

Sábado (21 de novembro de 2020)

Brasil: 168.662 mil mortes
Mundo: 1.338.100 mi mortes

Não é a manchete que gostaríamos de escrever. Mas… um milhão de vidas foram perdidas no mundo. Sim, um milhão. É muita gente, parece resultado de guerra até aqui. E, na verdade, é. A luta contra o coronavírus ainda não acabou e, enquanto a vacina não chega com sua bandeira branca, precisaremos estar vigilantes em território sempre bem-vindo: o do bom senso, o da cidadania, seguindo as recomendações das autoridades de saúde, ouvida a ciência – lave sempre bem as mãos, fique em casa, pratique o distanciamento social.

Não é o cenário que temos visto, no entanto. Bares cheios, praias lotadas, ônibus abarrotados, pessoas sem máscaras, distanciamento social desleixado. Um faz de conta que está tudo bem. Em contraposição, as taxas de ocupação nos leitos de UTI aumentam.

Apesar de ter se popularizado mais recentemente, o termo “meme” é original de 1976. Ele surgiu no livro o “Gene Egoísta” de Richard Dawkins, no qual o autor formula o conceito como um equivalente cultural do gene. A analogia serve para marcar o potencial de disseminação contido na informação de um meme qualquer. Dessa forma, assim como nos vírus, a autopropagação é um índice daquilo que determina a sobrevivência e a eficácia de um meme, que pode ser uma imagem, um som, um vídeo, um gif, ou, mais simplesmente, uma ideia.

Não há acontecimento contemporâneo que não venha acompanhado da criação do fenômeno meme e, com a atual pandemia, não poderia ser diferente. Em março, quando o mundo se assombrava com a evolução súbita da COVID-19, a rapper americana Cardi B postou um vídeo manifestando o seu medo de forma bastante excêntrica. A frase dita em inglês “Coronavirus! Is getting real!” (Coronavírus, merda é real), rapidamente condensou uma sensação da qual muitos se identificaram e, como um bom meme, estendeu-se nos mais diversos formatos midiáticos replicando de forma chistosa um anseio compartilhado. É possível pensar que seria cômico se não fosse trágico, o que é verdade, mas as risadas talvez vieram para suspender, mesmo que muito brevemente, a inauguração de um novo status quo pandêmico, quase como um momento catártico em meio ao desespero.

“A pandemia não acabou só porque você está de saco cheio”. Nas últimas semanas, observamos a evolução desse outro meme. Dessa vez, no entanto, não foi preciso recorrer a uma ideia inusitada ou à excentricidade de uma cantora, o elemento comum estava explícito e claro. Uma simples ideia, acompanhada de uma ilustração de uma mulher que apontava para a frase escrita com um semblante de indignação, foi suficiente para atingir uma grande viralização nas redes. O desenho mostra algo óbvio, que talvez não precisasse ser dito, mas que se faz necessário na medida em que o desdém da realidade pandêmica começa a tomar conta de uma parcela relevante da população.

No entanto, diferentemente da efemeridade da mensagem contida em um meme, a situação que enfrentamos infelizmente não pode ser tratada como algo breve. Sabemos que a suspensão dos cuidados não pode ser a próxima ideia a viralizar, mas, infelizmente, algo nesse sentido parece estar tomando forma. De exceção em exceção, as flexibilizações se esticam de maneira a beirar a irresponsabilidade, alguns deixam a conveniência dar lugar ao negacionismo, optam por um atalho na expectativa de resgatar uma época na qual era permitido um nível maior de despreocupação, de contato com o outro. As aglomerações que observamos nos noticiários mostram que o #ficaemcasa perdeu sua força enquanto meme.

É evidente que cada um sabe o limite da angústia decorrente do isolamento, o meme que dá o título deste texto não é verdadeiro somente por causa da indignação, mas também por atestar o esgotamento e o cansaço que sentimos na expressão “estar de saco cheio”. Porém, ao invés de transbordar o saco talvez possamos procurar maneiras de dividir a carga, apelar para o negacionismo nada mais é do que fechar os olhos para o que de fato estamos enfrentando e, de quebra, ainda complica ainda mais a situação. Uma outra opção, que não necessariamente é a mais fácil, mas certamente a mais sensata, é criarmos do âmbito pessoal e coletivo uma adaptação que não necessariamente precisa vir nos termos de um novo normal, mas sim como algo mais passageiro e que nos permita apaziguar um pouco as angústias sem flertar com o perigo.

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