O continente africano passa por um processo geológico lento que pode resultar na formação de um novo oceano ao longo de milhões de anos.
Da Redação | Cultura&Realidade
A África está, gradualmente, se fragmentando devido a um fenômeno natural conhecido como rifteamento continental, observado com maior intensidade na região de Afar, no norte da Etiópia. Esse processo ocorre quando placas tectônicas se afastam, provocando fissuras na crosta terrestre e remodelando o relevo ao longo do tempo. 
Na prática, o movimento é extremamente lento: as placas se separam a uma velocidade média de 5 a 15 milímetros por ano. Apesar de quase imperceptível no cotidiano, essa dinâmica contínua pode, ao longo de milhões de anos, abrir espaço para a entrada de água do mar e dar origem a um novo oceano. 
A região do Grande Vale do Rift é o principal palco dessas transformações. Trata-se de uma extensa faixa geológica que corta o leste africano e evidencia a divisão progressiva entre blocos continentais. Em alguns pontos, fissuras já são visíveis e podem surgir de forma relativamente rápida, afetando o solo e estruturas locais. 
Especialistas explicam que o fenômeno é impulsionado por forças internas da Terra, como o movimento do manto — camada abaixo da crosta — que empurra as placas tectônicas em direções opostas. Esse processo também está associado à atividade vulcânica e a pequenos tremores na região. 
Apesar das projeções, cientistas ressaltam que a formação de um novo oceano não é garantida e depende da continuidade desse afastamento ao longo de milhões de anos. Em alguns casos, processos semelhantes podem desacelerar ou até interromper antes de atingir esse estágio. 
Mesmo assim, o fenômeno oferece uma oportunidade única para estudos científicos, já que permite observar, em tempo real, como continentes se transformam e como novas formações geográficas podem surgir ao longo da história do planeta.
Com informações de R7






