A seca prolongada na Califórnia levou os Estados Unidos a investir em grandes obras hídricas, incluindo dessalinização e reaproveitamento de água, para evitar o colapso no abastecimento.
Da Redação | Cultura&Realidade
Após mais de mil dias consecutivos de seca severa, o estado da Califórnia passou a adotar medidas emergenciais para garantir o fornecimento de água à população e ao setor agrícola. Entre as principais estratégias está o uso de megausinas de dessalinização, que captam água do Oceano Pacífico e a transformam em água potável por meio de processos industriais de alta complexidade.
Historicamente, a Califórnia depende do derretimento da neve acumulada na Serra Nevada para abastecer rios, reservatórios e sistemas de irrigação. No entanto, a redução significativa do volume de neve nos últimos anos comprometeu esse modelo, agravando a escassez hídrica em diversas regiões do estado.
Diante desse cenário, autoridades ampliaram investimentos em usinas de osmose reversa, tecnologia capaz de remover o sal da água do mar. Apesar do alto consumo energético e dos custos elevados, essas estruturas passaram a ser vistas como uma alternativa complementar para reduzir a pressão sobre fontes naturais já comprometidas.
Além da dessalinização, o estado intensificou programas de reuso de água tratada. Efluentes urbanos passam por processos avançados de purificação e são destinados principalmente à agricultura e à indústria, diminuindo a demanda por água potável em atividades que não exigem esse padrão de qualidade.
O sistema hídrico californiano também depende de extensos aquedutos que transportam água de regiões mais úmidas para áreas áridas, especialmente no sul do estado. Essas estruturas exigem manutenção constante e grande aporte energético, o que amplia os desafios econômicos e ambientais da política hídrica adotada.
Especialistas alertam que, embora as obras representem um avanço tecnológico, elas não resolvem o problema de forma definitiva. O aumento das temperaturas, a irregularidade das chuvas e o crescimento do consumo tornam indispensáveis políticas de conservação, uso racional da água e planejamento de longo prazo.
A experiência da Califórnia evidencia um desafio que tende a se repetir em outras partes do mundo: como garantir segurança hídrica em um contexto de mudanças climáticas e redução progressiva dos recursos naturais.
Com informações de Click Petróleo e Gás





