Estudo aponta que consumo frequente desses alimentos compromete o desenvolvimento, aumenta riscos à saúde e substitui nutrientes essenciais na dieta de crianças.
Da Redação | Cultura&Realidade
O consumo elevado de alimentos ultraprocessados na infância tem se consolidado como um dos principais fatores de risco para problemas nutricionais e doenças crônicas ao longo da vida. Um estudo recente divulgado por pesquisadores da área da saúde revela que esses produtos, embora altamente calóricos, não oferecem os nutrientes necessários para o crescimento e o desenvolvimento adequados das crianças.
De acordo com a pesquisa, alimentos ultraprocessados são formulações industriais que passam por múltiplas etapas de processamento e contêm grandes quantidades de açúcares, gorduras saturadas, sódio, corantes, aromatizantes e conservantes. Entre os exemplos mais comuns estão refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados, embutidos, cereais açucarados e bebidas artificiais.
Os dados indicam que, à medida que esses produtos ocupam maior espaço na alimentação infantil, ocorre uma redução significativa no consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, grãos e proteínas de origem natural. Esse deslocamento alimentar resulta em dietas pobres em fibras, vitaminas e minerais essenciais, fundamentais para o fortalecimento do sistema imunológico, o desenvolvimento cognitivo e o crescimento saudável.
O estudo também associa o consumo frequente de ultraprocessados ao aumento do risco de obesidade infantil, diabetes tipo 2, hipertensão arterial e alterações metabólicas precoces. Além disso, pesquisadores alertam para impactos no paladar das crianças, que passam a se habituar a sabores excessivamente doces ou salgados, dificultando a aceitação de alimentos naturais no futuro.
Outro ponto de atenção destacado é a influência do marketing direcionado ao público infantil. Embalagens atrativas, personagens e propagandas estimulam o consumo desses produtos, muitas vezes apresentados como opções práticas ou supostamente nutritivas, o que pode confundir pais e responsáveis.
Especialistas defendem que a alimentação infantil deve priorizar alimentos frescos e preparados em casa, além de políticas públicas que restrinjam a publicidade de ultraprocessados voltada às crianças e ampliem a educação alimentar nas escolas. O estudo reforça que garantir uma dieta equilibrada nos primeiros anos de vida é decisivo para prevenir doenças e promover saúde ao longo de toda a vida.
Com informações de Terra






