Pesquisa acompanha corredores por anos e traz resposta sobre riscos cardíacos.
Da Redação | Cultura&Realidade
Um estudo recente trouxe novas evidências sobre um debate antigo: correr maratonas pode prejudicar o coração a longo prazo. A conclusão dos pesquisadores é direta. Não há indícios de danos permanentes em pessoas saudáveis que praticam esse tipo de atividade.
A pesquisa acompanhou 152 corredores amadores ao longo de dez anos. Os resultados mostraram que, embora o coração sofra alterações logo após a prova, essas mudanças são temporárias e não evoluem para problemas crônicos.
Entre os efeitos observados após a maratona estão a elevação da troponina, substância associada a lesões cardíacas, e alterações na função do ventrículo direito. Apesar disso, os níveis voltam ao normal em poucos dias, sem impacto duradouro na saúde do coração.
Os pesquisadores destacam que essas respostas do organismo são esperadas diante de um esforço extremo e prolongado. O corpo passa por sobrecarga, com desidratação, alterações hormonais e aumento da pressão no sistema cardiovascular, mas tende a se recuperar rapidamente em indivíduos bem preparados.
Especialistas alertam, no entanto, que o risco não é inexistente. Problemas podem surgir principalmente em pessoas com doenças cardíacas não diagnosticadas ou que não passaram por preparo adequado antes de enfrentar a prova.
Sintomas como dor no peito, falta de ar intensa, desmaios ou palpitações fora do padrão devem ser levados a sério, especialmente durante ou após atividades de alta intensidade.
A recomendação médica é clara: antes de iniciar treinos para maratonas, é essencial realizar avaliação clínica e exames cardiológicos. O acompanhamento se torna ainda mais importante para pessoas acima dos 35 anos ou com fatores de risco como hipertensão e diabetes.
Com informações de UOL VivaBem e Agência Einstein





