A médica e pesquisadora baiana Beatriz Barreto Duarte vem se destacando nacionalmente por liderar projetos voltados à saúde de populações vulneráveis. Entre os trabalhos desenvolvidos estão pesquisas sobre tuberculose na Amazônia e iniciativas científicas ligadas ao Instituto de Pesquisa em Populações Prioritárias (IRPP), na Bahia.
Da Redação | Cultura&Realidade
A atuação da pesquisadora tem chamado atenção por unir assistência médica, ciência e políticas públicas voltadas a grupos historicamente negligenciados. Entre os focos do trabalho estão populações indígenas, pessoas em situação de vulnerabilidade social e pacientes afetados por doenças infecciosas.
Recentemente, Beatriz Barreto Duarte, filha da economista Dulce Barreto e do veterinário Dilermano Duarte, liderou estudo inédito sobre tuberculose em comunidades indígenas da Amazônia. A pesquisa utiliza radiografias portáteis com inteligência artificial e testes rápidos para identificar casos ativos, subclínicos e infecções latentes da doença em regiões de difícil acesso.
As ações vêm sendo realizadas em Manaus e em aldeias da região amazônica. O levantamento já identificou casos ativos de tuberculose, além de coinfecções como HIV, sífilis e hepatites. Segundo os pesquisadores, a proposta é ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e produzir dados científicos capazes de orientar políticas públicas de saúde.
Além da pesquisa de campo, a médica também assumiu uma nova etapa do Instituto de Pesquisa em Populações Prioritárias, iniciativa voltada ao desenvolvimento de estudos científicos direcionados a grupos vulneráveis. O instituto atua em projetos relacionados à saúde pública, doenças infecciosas, desigualdade social e formação de pesquisadores.
Em entrevistas recentes, Beatriz Barreto Duarte também destacou os desafios enfrentados por profissionais que tentam conciliar medicina e pesquisa científica no Brasil. Segundo ela, a falta de incentivo institucional, financiamento contínuo e tempo dedicado à pesquisa ainda são obstáculos para médicos cientistas no país.
A pesquisadora afirmou que muitos profissionais acabam realizando pesquisas em horários extras, durante noites e fins de semana, devido à sobrecarga da rotina clínica. Ela também defende maior integração entre universidades, hospitais e o Sistema Único de Saúde (SUS), além da criação de políticas de incentivo à carreira científica.
Outro ponto destacado por Beatriz é a desigualdade enfrentada por mulheres na ciência. Em suas falas, a médica afirma que pesquisadoras ainda lidam com barreiras relacionadas à representatividade, reconhecimento profissional e conciliação entre carreira e vida pessoal.










Ao longo da carreira, a pesquisadora recebeu reconhecimentos nacionais e internacionais ligados à pesquisa em tuberculose e saúde pública. Entre eles, estão premiações voltadas ao incentivo de mulheres na ciência e bolsas internacionais para desenvolvimento de pesquisas.
Especialistas apontam que iniciativas como as lideradas pela médica baiana ajudam a fortalecer o papel da ciência no combate às desigualdades sociais e no desenvolvimento de soluções voltadas às populações mais vulneráveis do país.
Com informações de CNN Brasil, Farol da Bahia e Science Arena





