Revelado nos Jogos Escolares da Região de Irecê, nos anos 1980, José Pereira dos Santos construiu uma trajetória que une vôlei, educação e mobilização nas corridas de rua
DA REDAÇÃO | Cutura&Realidade, Por João Gonçalves
A força do esporte em uma cidade depende de pessoas que dão continuidade ao trabalho: ensinam os primeiros fundamentos, organizam equipes, acompanham competições e estimulam outros a começar. Em Irecê, José Pereira dos Santos, o Dedé Negão, ocupa esse espaço, com uma trajetória que aproxima a experiência de atleta do compromisso com a formação esportiva e a convivência comunitária.
Revelado nos Jogos Escolares da Região de Irecê, nos anos 1980, Dedé fez das quadras um espaço de desenvolvimento pessoal e de contribuição à cidade. Sua importância para o esporte local está nessa continuidade: a experiência iniciada nas disputas estudantis se prolongou na atuação como treinador e, mais recentemente, no incentivo às corridas de rua.
Paraibano de nascimento, chegou a Irecê em 1969, com apenas um ano de idade. Foi no município que cresceu e construiu sua relação com o vôlei, com passagens pelos jogos escolares e pelos Jogos Abertos da Bahia.
Suas conquistas compõem o percurso de um esportista que passou a compartilhar o que aprendeu. Como técnico de vôlei e futevôlei, com atuação registrada na escolinha da AABB de Irecê, Dedé mantém uma ligação entre a prática competitiva e a iniciação esportiva. Ensinar os fundamentos, orientar o trabalho em equipe e acompanhar a evolução dos praticantes são contribuições que ajudam a sustentar a modalidade no município.
É nesse encontro entre ensinar e praticar que se pode compreender sua relevância para Irecê. O treinador contribui para que novos participantes encontrem espaço no esporte, enquanto sua permanência como atleta oferece um exemplo de disposição para aprender e enfrentar desafios em diferentes fases da vida.
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Nas corridas de rua, essa disposição ganhou outra expressão. Dedé aparece como líder do Clube de Corrida Elite da Melancia e mobilizador do atletismo na região. Em 2024, realizou sua primeira participação na São Silvestre, completando a prova em 1h14, segundo reportagem do Cultura&Realidade. No fim de 2025, preparava-se para a centésima edição.
O envolvimento com a corrida também se manifesta no apoio a outros atletas. Quando Matheus Marques decidiu percorrer 60 quilômetros para comemorar seus 30 anos, Dedé e Wilis o acompanharam nos primeiros 30 quilômetros. O episódio, registrado pelo portal, mostra como o companheirismo pode ajudar a sustentar desafios pessoais e fortalecer os vínculos entre corredores.
Ao reunir ensino e prática, Dedé ajuda a criar condições para que o esporte tenha continuidade em Irecê. Uma turma orientada, uma equipe preparada ou um corredor incentivado a participar são partes desse trabalho, cujo alcance merece ser registrado também pelas histórias de quem passou por sua orientação.
Dos jogos escolares dos anos 1980 às quadras e ruas de hoje, sua trajetória integra a memória esportiva do município. Reconhecer Dedé Negão é valorizar quem dedica tempo e conhecimento à formação de atletas e mantém o esporte presente na vida da comunidade.
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