Levantamento da Secretaria de Agricultura aponta valorização de 21 itens entre 6 e 13 de outubro; couve, banana café, cenoura e cebola estão entre os destaques
Da Redação | Cultura&Realidade
O mercado de hortifrutigranjeiros de Irecê apresentou predominância de altas na semana de 6 a 13 de outubro de 2026, criando condições de comercialização mais favoráveis para produtores que dispõem dos itens valorizados. O levantamento apresentado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Política Rural do município registra aumento em 21 dos 34 itens e classificações relacionados, enquanto seis permaneceram estáveis e sete recuaram.
A couve liderou a valorização percentual, passando de R$ 3 para R$ 5, uma alta de 66,7%. Na sequência aparecem a banana café, de R$ 100 para R$ 160, com avanço de 60%, e a cenoura, de R$ 45 para R$ 70, uma elevação de 55,6%.
A cebola também ganhou destaque. A classificação caixa 2 passou de R$ 90 para R$ 130, aumento de 44,4%. A caixa 3 subiu de R$ 95 para R$ 130, valorização de 36,8%, enquanto a caixa 1 avançou de R$ 65 para R$ 85, alta de 30,8%. Já a cebola roxa caixa 1 registrou crescimento de 20%, chegando a R$ 60.
Entre as frutas, a uva verde passou de R$ 120 para R$ 170, alta de 41,7%. O mamão avançou 40%, de R$ 50 para R$ 70, e o limão subiu 38,5%, de R$ 130 para R$ 180. Abacate, goiaba, tangerina e maçã Gala a granel também apresentaram valorização.
Nas hortaliças, o pimentão teve aumento de 40%, passando de R$ 25 para R$ 35. O tomate rasteiro subiu de R$ 60 para R$ 80, avanço de 33,3%, e o tomate longa vida passou de R$ 100 para R$ 120, alta de 20%. Beterraba e abacaxi também aumentaram 20%.
Oportunidades para quem produz
A valorização de produtos presentes na agricultura familiar amplia as possibilidades de receita para quem tem produção disponível e acesso ao mercado. O resultado efetivo, porém, depende dos custos de produção, transporte, perdas e condições de negociação: o aumento da cotação não corresponde automaticamente ao mesmo crescimento do lucro.
O acompanhamento semanal permite aos agricultores comparar preços e planejar a comercialização com mais informação. Para os consumidores, a predominância de altas pode representar maior pressão sobre o orçamento destinado à compra de frutas e hortaliças.

Estabilidade e quedas também marcaram a semana
O alho permaneceu estável nas classificações T4, T5 e T6, cotadas, respectivamente, em R$ 130, R$ 170 e R$ 200. Batatinha X, batata-doce e melão também mantiveram os valores anteriores.
A maior queda ocorreu no morango especial, de R$ 40 para R$ 25, redução de 37,5%. O repolho recuou 25%, passando de R$ 60 para R$ 45. Manga e banana prata de segunda registraram baixa de 16,7%, enquanto a banana prata de primeira caiu 12,5%. Melancia e batatinha especial também tiveram redução.
O quadro revela um mercado com forte valorização de parte dos produtos, mas comportamentos distintos conforme o item. A comparação de apenas uma semana não permite afirmar que os preços atingiram um pico histórico nem prever quando os produtos em queda voltarão a subir.
Nota sobre os dados: o resumo recebido não informa as unidades de comercialização de cada cotação. Os valores devem ser interpretados conforme as embalagens, quantidades e classificações adotadas no levantamento original, sem pressupor que correspondam a preços por quilo ou por unidade.





