Tecnologia criada no país promete acelerar a recuperação de pacientes imobilizados e reduzir custos hospitalares.
Aparelho brasileiro simula caminhada na UTI
Da Redação | Cultura&Realidade
Pesquisadores brasileiros desenvolveram um equipamento inovador capaz de simular os movimentos da caminhada em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). A tecnologia, chamada Autofisio 500, foi criada para auxiliar na recuperação de pessoas que estão acamadas, sedadas ou impossibilitadas de se movimentar.
O dispositivo funciona por meio da reprodução automática dos movimentos naturais das pernas, mantendo o corpo em atividade mesmo sem esforço do paciente. A proposta é preservar a musculatura, estimular a circulação sanguínea e evitar a perda de funções motoras durante o período mais crítico da internação.
A iniciativa surgiu como resposta a um problema recorrente nas UTIs: a rápida perda de massa muscular causada pela imobilidade. Em poucos dias, pacientes podem apresentar enfraquecimento significativo, o que dificulta a recuperação e prolonga o tempo de internação hospitalar.
Outro fator que motivou o desenvolvimento foi a limitação de equipes de fisioterapia em hospitais, especialmente na rede pública. O equipamento atua de forma automatizada, permitindo estímulos contínuos ao corpo do paciente e liberando profissionais para atender outros casos simultaneamente.
Além da inovação funcional, o Autofisio 500 chama atenção pelo custo reduzido. Com valor estimado entre R$ 15 mil e R$ 20 mil, o aparelho pode ser até 10 vezes mais barato que tecnologias importadas com a mesma finalidade, o que amplia as chances de adoção em larga escala no sistema público de saúde.
Especialistas destacam que a mobilização precoce de pacientes em estado crítico está diretamente ligada a melhores resultados clínicos, como redução de complicações e alta hospitalar mais rápida. Nesse cenário, soluções acessíveis como essa podem representar um avanço significativo na qualidade do atendimento e na eficiência do sistema de saúde.
O equipamento ainda passa por etapas de validação e regulamentação, mas a expectativa é que, nos próximos anos, possa ser incorporado à rotina hospitalar e até ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Com informações de Click Petróleo e Gás





