Obra bilionária conectada ao Projeto de Integração do Rio São Francisco promete transformar abastecimento de água no Agreste pernambucano
Da Redação | Cultura&Realidade
O Ramal do Agreste, obra de grande porte integrada ao maior rio artificial do mundo a partir do Rio São Francisco, está em construção e deve beneficiar mais de 2,2 milhões de habitantes em 71 municípios de Pernambuco, no Nordeste brasileiro. O projeto faz parte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, uma das maiores intervenções hídricas do país, coordenada pelo Governo Federal para ampliar a oferta de água em regiões historicamente marcadas por longos períodos de seca e irregularidade das chuvas.
O Ramal do Agreste capta água na Barragem Barro Branco, no município de Sertânia e a transporta até o reservatório Ipojuca, em Arcoverde. A estrutura possui cerca de 70,8 quilômetros de extensão e representa um novo eixo dentro do sistema hídrico que busca garantir abastecimento regular para consumo humano, atividades produtivas e desenvolvimento regional.
A obra conta com investimento aproximado de R$ 1,6 bilhão do Governo Federal e está conectada à Adutora do Agreste Pernambucano, infraestrutura sob responsabilidade do governo estadual com apoio da União. A integração dessas estruturas permitirá que as águas do Velho Chico cheguem de forma contínua ao interior do estado.
A construção envolve engenharia complexa, incluindo dois reservatórios, cinco aquedutos-sifões, seis túneis e uma estação elevatória capaz de elevar a água em 219 metros de altitude. Esses elementos são fundamentais para vencer desníveis do terreno e assegurar a distribuição adequada do recurso hídrico.
Além do impacto estrutural, o Ramal do Agreste tem forte dimensão social e econômica. Em diversas localidades, o abastecimento ainda depende de carros-pipa e reservatórios sazonais, o que torna o fornecimento instável. A regularização da oferta de água deve contribuir para melhorias na saúde pública, no fortalecimento da economia local e na segurança hídrica das populações atendidas.
O projeto também prevê a execução de 17 programas ambientais durante a fase de implantação, com medidas de mitigação e acompanhamento técnico para reduzir impactos ao meio ambiente. A fiscalização é realizada por órgãos ambientais estaduais.
O Ramal do Agreste representa uma das principais obras estruturantes voltadas ao enfrentamento da escassez hídrica no Nordeste, reforçando políticas públicas de desenvolvimento regional e ampliando o acesso à água para milhões de brasileiros.
Com informações de Click Petróleo e Gás






