– Investigação iniciada pela Vereadora Dorisdei (PT) aponta que dinheiro de editais da Lei Paulo Gustavo, de responsabilidade da Prefeitura do municĂpio, foi direcionado para servidores pĂșblicos e parentes, o que Ă© proibido por lei –
DA REDAĂAO I Cultura&Realidade
A Vereadora Dorisdei Alencar, do municĂpio de UibaĂ, na RegiĂŁo de IrecĂȘ, protocolou na Regional Bahia do MinistĂ©rio PĂșblico, uma representação contra o Poder Executivo do MunicĂpio. A denĂșncia aponta irregularidades a respeito dos editais 01 e 02 de 2023, que regulamentam a Lei Paulo Gustavo no Ăąmbito local.
A peça jurĂdica, assinada pela vereadora, juntamente com o Vereador Hermenito Alves (PT), aponta que o edital proĂbe a participação de “cĂŽnjuges, companheiros ou parentes em linha reta, colateral ou por afinidade, atĂ© terceiro grau, de servidor pĂșblico efetivo ou nomeado do ĂłrgĂŁo responsĂĄvel pelo editalâ. TambĂ©m nĂŁo pode se inscrever “servidores pĂșblicos efetivos ou nomeados da administração”.
A Lei Paulo Gustavo, a exemplo da Aldir Blanc, surgiu para socorrer os fazedores de cultura que vivem da arte, durante o perĂodo da pandemia, quando ficaram impedidos de promover suas atividades, logo, pessoas que vivem de outras fontes de renda, embora desenvolvam algum atributo artĂstico, nĂŁo oferecem perfil para serem beneficiĂĄrios dos recursos.
Entretanto, conforme as denĂșncias apresentadas, o que se comprova com a divulgação dos projetos selecionados em UibaĂ, Ă© o total descumprimento das normas, uma vez que os projetos contemplados sĂŁo de interesse direto, exatamente, daqueles que sĂŁo impedidos pelos editais.
Dentre os beneficiĂĄrios, constam AnatĂĄlia Souza Duarte (servidora pĂșblica do departamento de cultura), Rui Oliveira Machado (servidor pĂșblico do departamento de cultura), Edilson Oliveira Duarte (pai da servidora AnatĂĄlia Souza Duarte), Maria Aparecida Ribeiro de Souza (mĂŁe da servidora AnatĂĄlia Souza Duarte), Kalil Albergaria de Oliveira (filho do servidor Rui de Oliveira Machado), Jilvanice Fernandes de Souza (esposa do servidor Rui de Oliveira Machado), Sandino JosĂ© Fernandes Machado (filho do servidor Gilson Machado da Silva) e Neuza Fernandes dos Santos Silva (esposa do servidor Gilson Machado da Silva).
HISTĂRICO – Segundo a vereadora, desde 2021 que a Prefeitura vem cometendo irregularidades. “Houve resistĂȘncia por parte do Poder Executivo que nĂŁo publicou o edital em 2021, deixou passar o prazo. Imagine vocĂȘ ter dinheiro disponĂvel que vem do Governo Federal para socorrer os artistas, as pessoas da sua terra e vocĂȘ perder o prazo!â, exclamou.
Diz ainda a vereadora que naquele momento, apĂłs uma sĂ©rie de questionamentos, âhouve uma prorrogação de prazo para validar o uso do recurso. Ou seja, foi preciso uma denĂșncia, e somente depois deste momento, em outubro de 2021, Ă© que a prefeitura lançou o edital e fez em forma de rateio, um valor global que era de R$ 124 mil reais para 80 artistas. E a Aldir Blanc Ă© de 2020″.
Conforme os vereadores, parte dos beneficiĂĄrios dos editais nĂŁo vive de nenhuma atividade artĂstica, prejudicando artistas que vivem da mĂșsica, do teatro e outras artes, que ficaram de fora dos benefĂcios. Diante das comprovaçÔes apresentadas, os vereadores pediram ao MinistĂ©rio PĂșblico celeridade nos encaminhamentos que possam impedir os crimes pontuados. De imediato, o MP recomendou ao municĂpio que retirasse os nomes dos servidores e parentes contemplados pelo edital.





