Produtor trocou agrotóxicos por agrofloresta e hoje colhe 20 toneladas de banana por safra, mostrando que sustentabilidade e produtividade podem caminhar juntas.
Da redação | Cultura&Realidade
O que começou como o desafio de cuidar do bananal da família se transformou em um exemplo de agricultura sustentável. No município de Registro, no Vale do Ribeira (SP), o produtor Eduardo Valdetaro decidiu abandonar o modelo convencional de cultivo e apostar na agrofloresta orgânica, um sistema que integra diferentes espécies em uma mesma área, promovendo equilíbrio ambiental e diversificação da produção.
Incomodado com o uso de agrotóxicos, o agricultor buscou alternativas mais sustentáveis para manter a produtividade sem abrir mão da preservação ambiental. Após estudos e planejamento, implantou um sistema que reúne 18 culturas diferentes, entre elas banana, cacau, cupuaçu, juçara, eucalipto, mogno africano e guanandi, aproveitando melhor o solo e criando novas oportunidades de renda.
A banana continua sendo a principal cultura da propriedade. Em cerca de nove hectares cultivados, a produção chega a aproximadamente 20 toneladas por safra. Para fortalecer o sistema, foi escolhida a variedade banana maçã-princesa, desenvolvida pela Embrapa e conhecida pela resistência à Sigatoka, uma das principais doenças que afetam a cultura.
O projeto também recebeu acompanhamento técnico do programa ALI Rural, do Sebrae-SP, que auxiliou na implantação da agrofloresta e no aperfeiçoamento das práticas de manejo. Além dos ganhos econômicos, a diversificação das culturas reduz a dependência de uma única fonte de renda, melhora a qualidade do solo, favorece a biodiversidade e fortalece a preservação dos recursos naturais.
A experiência reforça que a inovação no campo não depende apenas de novas tecnologias, mas também de planejamento, assistência técnica e práticas agrícolas sustentáveis. O caso demonstra que é possível conciliar preservação ambiental, alta produtividade e geração de renda, servindo de inspiração para agricultores que desejam investir em modelos de produção mais resilientes e sustentáveis.
Com informações da Agência Sebrae de Notícias e Click Petróleo e Gás.






