A eleição de Elmo Vaz para a Câmara Federal e a reeleição de Ricardo Rodrigues para a Assembleia Legislativa formam um projeto de fortalecimento político do Território de Irecê. É a representação política forte que prospecta as mais importantes ferramentas de desenvolvimento social, cultural e econômico. de uma região.
OPINIÃO | Cultura&Realidade, Por João Gonçalves
O Território de Irecê tem força econômica, produção rural, serviços, organizações sociais e participação decisiva na política baiana. Falta-lhe, porém, uma voz federal diretamente ligada à sua trajetória e comprometida em fazer dessa força uma agenda permanente em Brasília. É essa oportunidade que a candidatura de Elmo Vaz oferece.
A região convive há décadas com a ausência de um deputado federal identificado como representante local. Nesse período, buscou apoio em parlamentares de outras bases, construiu alianças e conquistou avanços. Ainda assim, eleger alguém formado na vida pública de Irecê daria ao território capacidade própria de propor, negociar e acompanhar decisões nacionais que afetam seu futuro.
Elmo chega à disputa com experiência administrativa e articulação política. Foi prefeito de Irecê por dois mandatos e presidiu a Codevasf. Sua campanha começou a ampliar presença para além da base de origem, com comitês nas regiões Centro-Norte do estado e Oeste, região metropolitana e recôncavo, com intensificação da mobilização no território de Irecê. São sinais concretos de expansão territorial, embora presença de campanha, por si só, não se converta automaticamente em votos.
Há, portanto, uma possibilidade eleitoral real, mas ela depende da força popular para se concretizar e a hora é agora. Ela depende de votação expressiva no Território de Irecê, crescimento nas demais regiões e bom desempenho de Elmo dentro do Avante. Na eleição proporcional, a votação do candidato e a votação total do partido participam da definição das cadeiras. Nenhuma projeção individual dispensa essa conta.
É precisamente por isso que a reta final importa. Aliados que acreditam nessa candidatura têm motivos para ampliar o diálogo público sobre o que a região ganharia com um representante na Câmara: mais presença nas discussões sobre água, agricultura, infraestrutura, educação e desenvolvimento do semiárido. A confiança tem fundamento quando se transforma em trabalho político e encontra resposta nas urnas.
O mesmo projeto regional passa pela reeleição do deputado estadual Ricardo Rodrigues. Seu mandato deu visibilidade a pautas da agricultura e às necessidades do interior, inclusive na defesa de medidas para os produtores da região de Irecê. Sua atuação na Assembleia e a ampliação de suas bases oferecem fundamentos para uma candidatura competitiva.
A marca de 100 mil votos é uma perspectiva mobilizadora para Ricardo, não um resultado antecipado. Alcançá-la exigirá que a expansão de apoios se confirme nas urnas. O ponto de partida é conhecido: ele foi eleito em 2022 com cerca de 55 mil votos. Crescer até a casa dos 100 mil significaria consolidar sua presença em outras regiões da Bahia e ampliar o peso político de um mandato enraizado em Irecê.
Defendemos o fortalecimento político do nosso território, como estratégia de desenvolvimento. Assim, pela experiência dos candidatos e os seus respectivos desempenho por onde passaram nas instâncias do poder público, nos impõe a crer, se tratar de duas candidaturas que podem se complementar e que a população não deve prescindir: São as duas nativas com maior peso eleitoral. Elmo Vaz na Câmara Federal e Ricardo Rodrigues na Assembleia Legislativa. Um território com representação nas duas Casas ganha mais caminhos para apresentar propostas, acompanhar investimentos e cobrar resultados.
A eleição pertence aos eleitores. Nossa posição editorial é clara: há fundamentos para acreditar nesse projeto parlamentar regional e razões para defendê-lo com intensidade. Irecê pode transformar sua relevância social e econômica em maior força política. O momento de construir essa possibilidade é agora.





