Especialistas alertam que noites mal dormidas afetam a saúde física e mental e defendem mudanças simples no dia a dia para melhorar o descanso.
Da Redação | Cultura&Realidade
Dormir bem é uma necessidade biológica essencial, mas tem se tornado um desafio para grande parte da população brasileira. Dados recentes do Ministério da Saúde indicam que uma parcela significativa dos adultos dorme menos de seis horas por noite, abaixo do tempo considerado adequado para a recuperação do organismo. Além disso, queixas relacionadas à insônia e ao sono fragmentado são cada vez mais frequentes, especialmente entre mulheres e pessoas submetidas a rotinas intensas de trabalho e estresse.
Especialistas apontam que a qualidade do sono está diretamente ligada a hábitos cotidianos. O consumo excessivo de cafeína e bebidas alcoólicas, principalmente no período noturno, interfere na produção de melatonina, hormônio responsável por regular o ciclo do sono. Alimentação pesada antes de dormir e uso prolongado de celulares, televisões e outros dispositivos eletrônicos também contribuem para a dificuldade de adormecer e para um descanso menos reparador.
Outro fator determinante é a irregularidade dos horários. Deitar e acordar em momentos muito diferentes a cada dia desorganiza o relógio biológico, prejudicando o ritmo circadiano. Estudos indicam que manter horários mais regulares, mesmo nos fins de semana, favorece o sono profundo e reduz o risco de problemas de saúde a longo prazo, como doenças cardiovasculares e alterações de humor.
O ambiente também exerce influência direta na qualidade do descanso. Quartos silenciosos, escuros e com temperatura agradável facilitam a indução do sono e ajudam o corpo a manter ciclos mais estáveis durante a noite. Além disso, práticas relaxantes antes de dormir, como leitura, alongamentos leves ou técnicas de respiração, auxiliam na transição do estado de alerta para o repouso.
A prática regular de atividade física é outro aliado importante, desde que realizada em horários adequados. Exercícios feitos mais cedo tendem a melhorar o sono, enquanto atividades intensas à noite podem gerar efeito contrário. Especialistas também destacam que, quando os problemas persistem, é fundamental buscar orientação profissional para avaliação e tratamento adequados.
Em um cenário marcado por excesso de estímulos e pressão constante por produtividade, cuidar do sono deixa de ser um luxo e passa a ser uma medida essencial de saúde e qualidade de vida. Pequenas mudanças na rotina podem representar um passo decisivo para noites mais tranquilas e dias mais equilibrados.
Com informa de Agência Brasil





